Em tempos de crise de coisas absolutamente essenciais como a água, a sustentabilidade deixa de ser apenas um modismo ou uma filosofia de vida alternativa.
Na onda do eco-design empresas investem cada vez mais em soluções ecologicamente corretas, buscando o uso racional dos recursos naturais. Contudo, encontrar produtos que conseguem casar design e funcionalidade ainda é muito raro.


Em 2009, muito antes da crise hídrica que abalou São Paulo, a Roca lançou um vaso sanitário suspenso com lavabo acoplado, com design minimalista e arrojado. Batizado de W+W, o produto foi desenvolvido pelos designers italianos Gabriele & Oscar Buratti, com foco no reaproveitamento e uso racional da água e também no melhor aproveitamento de espaço.
O W+W tem formato em "L", integrando externa e internamente a pia e vaso sanitário, o que possibilita que a água utilizada na pia seja filtrada e utilizada para suprir o vaso sanitário. Isso significa uma economia de 25% na água utilizada nos dois processos em separado.


Além disso o W+W possui um sistema automático de limpeza, que evita o mau cheiro e proliferação de bactérias, e um sistema interno que controla a vazão e temperatura da água para evitar desperdício de energia.
Por ser uma peça de design e com tanta tecnologia envolvida, o preço não é um dos atrativos mas certamente o retorno em economia faz valer o investimento.




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Mais do que uma exposição, Mondrian e o Movimento Stijl é uma verdadeira aula sobre um dos períodos mais ricos e revolucionários nas artes e na arquitetura.


Visitar a exposição, que está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo,  foi para mim como uma volta aos tempos de faculdade, uma fase de descobertas sobre o mundo, as artes, a arquitetura, sobre o velho mundo.
Foi também um período de descobertas pessoais e quando pude entender as artes como essência filosófica e material da nossa sociedade, esse organismo em constante mutação.



Nas obras do pintor holandês Piet Mondrian (1872-1944) a natureza retratada e racionalizada em busca da plastica ideal ou a mais simples, lembrou o desejo de buscar nossa essência.
Mondrian foi um dos fundadores do Movimento Stijl ou Neoplasticismo, como ele preferia chamar, junto com outros artistas, arquitetos e designers que compartilhavam da mesma linha de pensamento.  


Também em destaque as obras de Gerrit Thomas Rietveld (1888-1964), arquiteto e designer criador da icônica cadeira Vermelho e Azul.
Ao todo são 60 obras entre telas, mobiliário e maquetes que compõem essa exposição, traçando um rico panorama do que foi o Movimento Neoplasticista que até hoje exerce grande influência em todos os segmentos criativos.




A arte e a arquitetura extremamente simplificadas dos Neoplasticistas, em uma época marcada pelos excessos da Art Deco, mostram a ousadia e a genialidade do artista. Posso dizer que além de nostálgica a mostra me impulsionou para repensar o novo de novo.



Serviço:
MONDRIAN E O MOVIMENTO DE STIJL CCBB-SP Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo Rua Álvares Penteado, 112 - Centro - São Paulo (SP) Fone: (11) 3113-3651 ccbbsp@bb.com.br Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

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O estilo Memphis caracteriza-se pelas cores vibrantes contrastando com o preto, combinando várias formas geométricas. É a cara dos anos 80, pregando que o consumo também é uma busca de identidade e remetendo à estética New Wave, da MTV e dos Yuppies.


O criador do estilo Memphis foi o designer italiano Ettore Sottsass (1917-2007), conhecido por criar a máquina de escrever Valentina, em plástico colorido, para Olivetti. Em dezembro de 1980 ele reuniu um grupo de designers para fundar um movimento cujo o objetivo era criar uma nova estética e questionando a evolução da forma dos objetos apenas em relação a sua “funcionalidade”.




O grupo foi batizado de Memphis, por causa de uma música de Bob Dylan (Stuck Inside of Mobile with the Memphis Blues Again), que tocava durante essa reunião. Nascia assim o mais influente grupo de design da década de 80, misturando elementos do Art Decô, Pop Art, o kitsch do anos 50, o estilo futurista dos anos 70 e os conceitos do "Bom Design" ensinados pela Bauhaus.


O grupo se desfez em 1988 e em 2004 Ettore Sottsass deu início a uma parceria com a Kartell que aproveitou a edição 2016 da Maison & Objet Paris e a IMM Cologne para lançar a coleção Kartell Goes Sottsass, um tributo a Memphis.


As estrelas da coleção são dois bancos (Pilastro e Colonna) e um vaso (Calice), todos inéditos e criados por Sottsass exclusivamente para a Kartell. Com formas pós-modernistas e ousada cartela de cores, essas peças casam com a linha de poltronas e sofás The Foliage de Patricia Urquiola, a cadeira de Audrey de Piero Lissoni e a poltrona Mademoiselle de Philippe Starck, todos revestidos com tecidos Kartell com padronagem no estilo Memphis originalmente concebidos por Ettore Sottsass e Nathalie du Pasquier.



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Segundo os indianos, a história da Índia é a história de Delhi. A capital de um dos países mais populosos do mundo é contada na grande quantidade de edifícios e monumentos, representando uma grande diversidade de culturas em mais de 3 mil anos de história.


Entre as contruções mais impressionantes de Delhi está o Lotus Temple (Templo de Lotus), inaugurado em 1986 e projetado pelo premiado arquiteto iraniano Fariborz Sahba.   


O Lotus Temple é uma casa de adoração para os devotos de Baha’i, deus do subconsciente, seguindo preceitos comuns aos outros 5 templos ao redor do mundo, previstos nas escrituras Baha’i que determinam, entre outras, a forma circular com 9 lados e a ausência total de imagens e púlpitos.


Sahba projetou então uma imensa flor de lotus, que representa a pureza espiritual e também é símbolo da arquitetura religiosa na Índia, dando a ela uma leitura contemporânea, planejada e construída para ser o SANCTO SANCTORUM (sagrado do sagrado) dos povos de todas as raças, credos, religiões e culturas de todas as partes do mundo.



O projeto do templo é composto por 27  cascas finas em forma de pétalas, ordenadas em grupos de três para formar nove lados e as nove portas que se abrem para o interior da nave, que comporta 2.500 pessoas.
O edifício possui 70 metros de diâmetro e 34,27 metros de altura. As superfícies externas são totalmente  revestidas por mármore branco importado da região de Penteli, na Grécia, isento  de texturas e veios em placas meticulosamente selecionadas e aplicadas.


O Lotus Temple é cercado por nove lâminas de água e os jardins do entorno possuem uma área de 105.000 metros quadrados.


 Esse templo figura entre as construções mais visitadas do mundo, ultrapassando inclusive a Torre Eifel, em Paris. Outra curiosidade sobre ele é que foi quase totalmente financiado por um único homem. Ardishír Rustampúr, um empresário indiano e devoto de Baha’i, doou as economias de toda sua vida para a construção do Lotus Temple.



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Uma casa inserida em uma floresta é o sonho de muita gente.
Na Índia o senhor Chalaluck Bunnag realizou essa fantasia construindo 3 bangalôs em um terreno em declive o que proporcionou uma vista privilegiada para a copa das árvores e observação da fauna.


Originalmente construídos para acomodar a família e amigos, a casa atraiu tantas pessoas que ele resolveu reformá-la e transformá-la em um resort.  


O projeto foi entregue ao competente estúdio Sook Architects, de Bankok, aumentando o número de acomodações e acrescentando um restaurante e casa para funcionários.
O layout das construções com um cuidadoso planejamento para acomodar as árvores existentes.








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Arquitetoengenheirocenógrafoteatrólogopintordesenhistaescritorfilósofo, músico, figurinista, designer e etc... Flávio de Carvalho (1899-1973), foi um dos precursores da arquitetura moderna brasileira.


Formado em engenharia civil, o carioca Flavio de Rezende Carvalho estudou na França e Inglaterra e ao regressar ao Brasil escolheu São Paulo para viver e trabalhar.
Inquieto e genial, Flávio chegou a receber uma indicação ao Nobel de Literatura (1939) e ficou famoso por desfilar de saias pelas ruas de São Paulo em 1956. Le Corbusier o chamava de “revolucionário romântico” e para a sociedade da época ele era um maldito.





Ele considerava o design de interiores tão importante quando a arquitetura. Sua casa, a Casa Modernista na Fazenda Capuava em Valinhos (SP), construída nos anos 30, foi uma das poucas construções assinadas por ele e, embora em total abandono, foi tombada pelo patrimônio histórico em 1982 por ser um dos grandes símbolos da arquitetura brasileira.



Flavio desenhou todos os móveis de sua casa e uma de suas criações mais icônicas é a cadeira FDC1, também chamada de Cadeira São Paulo. Ao contrário do que aparenta é uma cadeira absolutamente confortável e é uma peça presente em vários museus de design e tem lugar garantido em projetos contemporâneos pelo mundo afora.





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Situado em um ponto entre a arquitetura e as artes plásticas, o trabalho do russo Nikolay Polissky é simplesmente impressionante. Ele cria estruturas artesanais gigantescas utilizando material de descarte como galhos de árvore, sobras de madeira das marcenarias ou mesmo material proveniente de demolições. 


Inspiradas nos Zigurates mesopotâmicos suas obras são essencialmente efêmeras e, após cumprirem seu propósito, são recicladas, queimadas em fogueiras ritualísticas ou simplesmente abandonadas para serem absorvidas naturalmente pela natureza.


Polissky trabalha principalmente em Nikola Lenivets, cidade a 200 km de Moscou, transformando a região em um grande centro cultural a céu aberto. 
No processo criativo e na construção das obras ele conta com a colaboração de moradores locais, resgatando o sentimento de aldeia e do fazer colaborativo.









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