Quando da holandesa MOOOI chegou a Londres em 2010, já tinha 9 anos de história e reconhecimento mundial como uma das mais inovadoras e surpreendentes grifes de mobiliário contemporâneo.

Marcel Wanders e Casper Vissers, os comandantes da MOOOI, decidiram atracar no canal da Harrow Road onde, no nº 555, se ergue uma centenária mansão conhecia como The White Building.
Devidamente restaurado e modernizado, o edifício branco se tornou o showroom perfeito para a marca em Londres, com seus luxuosos 3 andares e abrigando a incrível coleção criada por alguns dos mais brilhantes designers da atualidade.


Entre os muitos designers que assinam a coleção da MOOOI estão: Studio Jobs, Edward van Vliet, Jurgen Bey, Neri & Hu e Stefano Giovanonni, além do próprio Marcel Wanders.



Para Wanders e Vissers, Londres é uma cidade liberal, que oferece o melhor do mundo em todos os segmentos: cultura, arquitetura, museus, restaurantes... e as pessoas.

Quem sabe a próxima parada da MOOOI seja São Paulo. Nós adoraríamos!









0

Conhecido como “Rei das Frutas” o abacaxi é também um dos mais clássicos elementos decorativos e arquitetônicos. Seu uso na decoração é quase tão antigo quanto a propagação de seu consumo no Velho Mundo após o descobrimento e colonização do continente americano.


Encontrado do Hawaii ao Uruguai o abacaxi ou ananás, segundo os estudiosos, teria surgido na Amazônia e é da família das bromélias. Cultivado pelos indígenas, teria se espalhado por todo o continente e depois, pelas mãos de navegadores ingleses, espanhóis e portugueses, chegou à Europa e ao Oriente.


Por se tratar de um fruto exótico, perfumado e caro, tornou-se símbolo de hospitalidade e de boas vindas. Colocar um abacaxi à mesa, diziam as regras de etiqueta, demonstrava o apreço do anfitrião pelo convidado.



Da mesa para a decoração foi um passo. O abacaxi foi reproduzido em telas, esculpido em colunas, bordado em tecidos, reproduzidos em jóias e moldado em como adorno para os mais diferentes objetos e nos mais variados materiais, do cobre ao ouro, da madeira ao vidro.




Como indiscutível herança do período colonial, o abacaxi sobrevive a todos os modismos através dos séculos e permite reinterpretações infinitas, seja como uma obra de arte de Andy Warhol ou uma peça kitsch de lojas de R$ 1,99.  


 
Para propostas super elegantes, descoladas ou divertidas, o abacaxi é um tema clássico e ao mesmo tempo super moderno. 
















0

Papillon da designer libanesa Karen Chekerdjian

 


  


0

Não se trata de um lançamento.
Apesar do design e o conceito super atual do produto, o Flamingo Record Player PS-F5 da Sony foi lançado em 1982, alguns anos antes da meteórica ascensão dos Compact Disc e seus respectivos players. Super futurista para a época, o Flamingo deveria ter sido uma verdadeira revolução mas aconteceu na hora errada.
sony-ps-f9-lemezjátszó
No começo dos anos 80 a preferência do público estava para equipamentos de som gigantescos. Havia uma relação no subconsciente popular entre o tamanho do equipamento e a potência. A tecnologia da época era outro problema e equipamentos menores tinham um custo de produção muito alto. Além disso, toda a Indústria já estudava a grande invasão do mercado pelos CDs.
Um pequeno lote o produto chegou ao mercado mas a Sony não deu continuidade à fabricação. Hoje o Flamingo Record Player é uma verdadeira raridade, procurada e disputada por colecionadores de tecnologia vintage e adoradores do vinil.


O olimpo dos compact disc no entanto rapidamente se desfez e, para espanto de muita gente, os discos de vinil voltaram com status de cult. Provavelmente o Flamingo seria um grande sucesso se lançado agora.





0
 Domingos Tótora, um dos grandes expoentes da arte brasileira contemporânea no mundo, mantém seu endereço principal em Maria da Fé, sua cidade natal e também onde todo o seu trabalho se desenvolveu.
Formado em design pela FAAP, ao regressar para a pequena cidade no sul de Minas Gerais só lhe restava lecionar artes. Mas foi com uma inesperada crise na cultura de batatas, que deixou muita gente da região sem trabalho nos anos 90, que surgiu a grande oportunidade de sua vida.



O então professor, a partir das técnicas de artesanato que ensinava para seus alunos, transformou a vida da comunidade com uma pasta preparada com papelão, água e cola branca. Essa pasta, transformada em objetos decorativos e peças utilitárias, colocou Maria da Fé no mapa das artes.



Em 1998, Tótora e o grupo de artesãos passaram a fazer parte de um projeto desenvolvido pela Cooperativa Mariense de Artesanato, com incentivo do Sebrae, chamado Gente de Fibra.


Isso foi determinante para a profissionalização do grupo que hoje tem peças em lojas de design e galerias de arte da China, Estados Unidos e diversos países da Europa, coleciona prêmios importantes, é destaque na mídia e tem inúmeros desdobramentos.


Tótora hoje é um designer consagrado e respeitado, com um trabalho próprio desenvolvido paralelamente ao Gente de Fibra. Atualmente voltado para a cerâmica, Tótora continua fiel aos recursos naturais e às heranças culturais da região.


Tótora embora conhecido e requisitado em vários lugares o mundo, continua vivendo em Maria da Fé. Em uma entrevista recente ele disse que “É muito prazeroso pensar que você pode viver em uma aldeia e ser universal”.










0

Labels