Just Panton, VERNER PANTON

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O dinamarquês Verner Panton criou algumas das peças mais inovadoras do mobiliário contemporâneo, explorando diversos materiais que ganharam destaque a partir da década de 50, como a fibra de vidro e o plástico.
Considerado um dos designers mais influentes do século XX, Panton começou sua carreira como artista plástico e depois de formar-se em arquitetura pela Real Academia Dinamarquesa de Artes, trabalhou no escritório de arquitetura do também dinamarquês Arne Jacobsen.
Ao montar seu próprio escritório, Panton ficou conhecido como o "enfant terrible” por seus projetos ousados e inovadores como A Casa Desmontável (1955), A Casa de Papelão e A Casa de Plástico (1960). Também em 1960 foi o primeiro a utilizar o plástico injetado na produção de cadeiras e o conceito de cadeiras empilháveis. Sua cadeira Panton tornou-se um dos grandes clássicos do design.


Mestre das cores Verner Panton é também o criador de cores Pantone, que garantia o padrão de cores na reprodução de suas criações. A ideia da cartela Pantone foi comprado em 1962 por Lawrence Hebert (até então dono de uma pequena gráfica) e tornou-se o sistema mais utilizado e famoso do mundo.
Nos anos 70 Panton fez vários projetos de interiores e seu estilo psicodélico radical - com paredes estofadas, tetos sobrecarregados de detalhes e o uso intenso de cores fortes – marcou época em residências, restaurantes, boates e escritórios.




Entre seus projetos mais audaciosos está o da sede da revista dinamarquesa Spiegel. Panton projetou o pátio e saguão de entrada, a cantina e áreas de bar, a piscina para funcionários na cave do edifício, as salas de conferências e de estar, bem como os esquemas de cores para os corredores das áreas administrativas e editoriais.



Panton expandiu sua criação também para luminárias e estampas para indústria têxtil. Nos anos 90 o estilo Panton ficou “datado” demais, porém retornou nos anos 2.000 já como clássico. Seus desenhos para tecidos e tapeçaria, bem como seus móveis e luminárias, até hoje são reproduzidos e copiados no mundo inteiro.



Verner Panton, 1926-1998.







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