Atoa

Impossível visitar o catálogo virtual da Marcenaria São Paulo ou o perfil de Paulo Alves no Facebook sem sentir a profunda e verdadeira ligação do designer com a natureza e uma inquestionável coerência entre o que ele “prega” e vive.

Mesa Eclipse


Formado em arquitetura pela USP de São Carlos, Paulo Alves trabalhou no escritório de Lina Bo Bardi em 1992 e em 2004 fundou a Marcenaria São Paulo, dedicando-se quase que exclusivamente desde então ao design de mobiliário e objetos que exploram de maneira consciente e apaixonada. A relação dele com a madeira é de amor, muito além da elegância e da identidade brasileira que as peças também imprimem.

Chaise Cangalha


Ganhador de prêmios importantes como o do Museu da Casa Brasileira e também no Salão Móvel sul, seu trabalho é reverenciado pela mídia especializada do Brasil e do exterior, pelos designers de interiores mais badalados e pelos apreciadores de peças de design.

Buffet Cercadinho


Alves é um artista à moda antiga. Seus desenhos são sempre feitos primeiro no papel ou diretamente sobre a madeira, nunca no computador. No seu processo criativo a emoção substitui completamente a tecnologia e isso transparece muito claramente no resultado final. As inovações tecnológicas aparecem a fase de produção, garantindo a qualidade do produto mas sem interferir na sua essência.

Poltroninha Palafita e Mancebo Pega Varetas


Seu mais recente lançamento, a poltrona ATOA, é uma síntese de toda sua filosofia e trabalho. Pensada e criada para uma perfeita integração com a natureza, a poltrona nos remete a um ninho ou a um pergolado, como sugere o desenho da peça (feito depois do desenho na própria madeira), com uma trepadeira se enroscando e subindo pela estrutura da poltrona.

Banco Largo da Glória 


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Isay Weinfeld completou 40 anos de carreira e comemora com uma exposição organizada por Carlos Junqueira na galeria Espasso, em Nova York.

A exposição Isay Weinfeld A / Z não é uma mostra de maquetes e fotos de obras do consgradado arquiteto paulista, como seria de se esperar. Weinfeld optou fazer uma profunda reflexão sobre seu papel como arquiteto e toda a filosofia que norteia seu trabalho.



Logo na entrada da galeria uma parede preta faz fundo para um berço de madeira e, no final, uma parede toda branca e iluminada para um caixão de defunto. É como se dissesse que o design nos acompanha por toda a vida e, ao mesmo tempo, nos faz pensar como a vida é fugaz diante de tudo o que construímos.

Loja Havaianas, São Paulo
Livraria da Vila, São Paulo


Bar Número, São Paulo

Formado pelo Mackenzie, atuou 20 anos como professor, tem participações no cinema, fez cenários para Marina Lima, desenha móveis e objetos e é famoso por suas linhas retas, desenhos limpos e, sobretudo, pela elegância dos detalhes.

Ele odeia rótulos e diz que quando alguém fica marcado por um estilo facilmente reconhecível, sua carreira perdeu o sentido. 

Edifício 360 Graus, São Paulo
MIS, Rio de Janeiro


Aos 61 anos coleciona mais de 100 prêmios, é assunto recorrente nas principais revistas especializadas do mundo e depois de Oscar Niemeyer é o arquiteto brasileiro de maior projeção internacional. Weinfeld credita grande parte de seu sucesso à internet.


Hotel Fasano, Boa Vista, São Paulo
 Hotel Fasano, Boa Vista, São Paulo



Fã confesso de Lina Bo Bardi, do português Carrilho da Graça e dos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, ele já fez projetos impressionantes como o edifício 360 Graus, o Hotel Fasano Boa Vista e a Casa Cubo. Mas seu sonho ainda é projetar um bordel e um posto de gasolina.

Casa, Piracicaba, São Paulo
Casa, Iporanga, São Paulo
Casa Cubo, Escada de Madeira, São Paulo



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Além da função original de abrigo e proteção, ao longo de séculos de civilização a casa sempre foi o espaço da família, o lugar para onde se retorna depois de um dia de trabalho, onde estamos sempre perto daqueles que nos são caros, onde recebemos amigos, onde construímos nosso universo particular.
No entanto, na nossa história mais recente, o conceito de Casa vem sofrendo grandes transformações. Sobretudo nas grandes cidades onde a falta de espaço conduz a uma supervalorização do metro quadrado, onde a falta de segurança faz as pessoas se fecharem em condomínios, onde o ritmo de vida frenético deixa pouco tempo para aproveitar sua intimidade e onde as famílias são cada vez menores e com raros momentos de interatividade.

As casas e apartamentos espaçosos e confortáveis se tornaram um luxo acessível apenas às classes mais abastadas. As casas de classe média, em vilas, são substituídas por prédios que se erguem em uma sucessão espantosa, colocando 80 famílias no espaço que antigamente era ocupado por 8. E os apartamentos, cada vez menores, abrigam famílias cada vez mais reduzidas.


Um fenômeno bem característico das grandes cidades é o crescimento de famílias sem filhos e dos singles. Segundo dados do IBGE de 2011, o número de casais sem filhos equivale a 25% das famílias brasileiras. E o número de singles, chega a 23% dos domicílios, algo em torno de 8 milhões, sendo que só na cidade de São Paulo são 3 milhões de pessoas que vivem sozinhas.

Estudiosos afirmam que a “falta de espaço” é um dos fatores determinantes dessa nova realidade, criando uma sociedade cada vez mais individualista e, ao mesmo tempo, sem individualidade.



O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou a pouco tempo um concurso para o setor imobiliário com o objetivo de escolher os melhores projetos para apartamentos de no máximo 28m2. O incentivo para a construção de condomínios com microunidades visa amenizar um dos maiores problemas da megalópole: a falta de moradias.

Em Nova York, Tóquio e também em São Paulo, (re)surge uma outra tendência: As repúblicas. Como forma de moradia temporária, ou não, as novas repúblicas juntam sob o mesmo teto pessoas com alguma afinidade, ou não, mas que compartilham da necessidade de um teto e abrem mão de individualismos. A grande diferença é que esses grupos dividem apartamentos minúsculos.


Esses espaços reduzidos já são uma constante em revistas de decoração e são um grande desafio para arquitetos e designers de interiores. O segmento que cresce a cada dia e se firma como tendência de mercado. Tanto que gigantes do ramo de mobiliário e design, como a Ikea ou a nossa similar Tok Stok, já possuem em linhas exclusivas para esse público.

Esse impressionante vídeo publicitário mostra como as pessoas podem se adaptar a pequenos espaços com algum conforto e o mínimo de privacidade. Porém fica o questionamento: A ideia de casa como lugar para viver, em todos os sentidos da palavra, é coisa do passado? Em troca do que estamos sacrificando nossos valores e nossas vidas? 






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Imagine adquirir uma peça de design que agrega sustentabilidade, preservação cultural, inclusão social e precioso trabalho de pesquisa.
Isso é o que acontece com os produtos da Felicia Design que, através do projeto Cultura em Foco, vem desenvolvendo um trabalho belíssimo junto à comunidade de Santa Luzia do Itanhi, em Sergipe.




A Felícia Design é uma extensão do IPTI, Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação, uma instituição privada de ciência, tecnologia e inovação, sem fins econômicos, fundada em outubro de 2003, em São Paulo (SP).

Com o objetivo de desenvolver soluções integradas entre tecnologia e processos humanos, o projeto Cultura em Foco vem resgatando as tradições artesanais da comunidade de Santa Luzia o Itanhi, inserindo novas 
tecnologias e promovendo o desenvolvimento profissional e a inclusão social.



Os resultados desse trabalho recebem a etiqueta Felícia Design e são comercializados no Brasil e exterior.



Saiba mais:



 


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